Ancestrais das aves e dos mamíferos, o grupo dos répteis foi o primeiro a habitar terra firme e, para tanto, sofreu uma série de adaptações, entre as quais a reprodução por fecundação interna.

A nossa história de desenvolvimento de alimentos para répteis começou com um único produto: Poytara Tigre D’Água; mas o hábito de criar e manter répteis em cativeiro é crescente, assim como as demandas em alimentos para esse grupo. Por isso, incrementamos nossa Linha Répteis já em 2014 e, em breve, apresentaremos mais produtos, que comporão a Linha Répteis 2015.

Dividimos nossa Linha Répteis em duas principais categorias.

Nossa primeira categoria de alimentos da Linha Répteis é destinada a organismos aquáticos, e inclui, basicamente, as tartarugas de água doce em fase de manutenção ou em fase de crescimento.

A segunda categoria da Linha Répteis já está projetada, e será lançada em etapas. Primeiramente, apresentamos o nosso alimento destinado aos jabutis, disponível no mercado desde agosto de 2014. Este alimento também pode ser utilizado por quelônios aquáticos.

Nesta linha, consideramos a capacidade dos répteis para o aproveitamento de energia e nutrientes, que é a mesma que nos apresentam as aves e os mamíferos. Já em relação à velocidade de digestão e à necessidade energética, que nos répteis é menor, estes ectotérmicos diferem daqueles endotérmicos.

Levamos em consideração, também, que a utilização de energia varia, nas espécies, conforme condições ambientais como: temperatura, estação do ano, índice pluviométrico, alimentação disponível, entre outras.

Também distinguimos as espécies carnívoras, que utilizam primariamente gordura e proteína como fonte de energia, das herbívoras, que utilizam mais carboidratos solúveis e fibras, e das onívoras, que utilizam mistura de proteína, gordura e carboidratos.

Os produtos desta categoria podem ser intercalados, ou associados, e o principal fator que permite essa utilização diferenciada é o de que a exigência das espécies, em geral, muda de acordo com a sua fase de vida.

Essas métricas foram associadas à aplicação do conceito de proteína ideal na formulação de nossos produtos, com atenção especial aos ingredientes que utilizamos, devido às diferenças fisiológicas desse diverso grupo. O ajuste das formulações se deu a partir da digestibilidade das dietas elaboradas, associadas ao uso de ingredientes que se aproximem da dieta desses organismos na natureza, considerando-se o hábito alimentar do grupo, inclusive para determinar algumas características nutricionais dos alimentos, e até o modo como deve ser utilizado e as características sensoriais.

Outro ponto de destaque na elaboração dos nossos alimentos para répteis foi nossa preocupação com o nível de cálcio e de fibras na dieta dos quelônios, porque este grupo pode apresentar alguns problemas relacionados com o casco e, por isso, necessita de dietas sempre ricas nesses nutrientes, na proporção correta, além da inserção de ingredientes funcionais e da suplementação adequada com vitaminas e minerais.